No segundo dia do aguardado festival de metal Vagos Open Air, as atenções voltaram-se para uma eclética seleção de bandas que incendiaram o palco com sonoridades que variaram desde o hardcore até o rock industrial. O público entregou-se às emoções e vibrações únicas que cada banda trouxe, tornando este um dia inesquecível para os amantes da música pesada.

A abertura ficou a cargo dos Viciously Hateful, banda de hardcore da Margem Sul, que apresentou uma performance cheia de energia e mensagens impactantes. Com dois vocalistas em sintonia, os temas do seu EP "Trust None", como "Face the Truth" e "Born Hateful", ressoaram no público. Os adeptos do mosh pit começaram a manifestar-se, mesmo que timidamente, à medida que o dia começava.

Os portugueses All Against subiram ao palco em seguida, com uma fusão entre thrash e groove metal. A sua energia foi alimentada por músicas como "Declaration of War" e "Rebelião", que transmitiram mensagens sociais contundentes. O público entregou-se aos mosh pits e ao crowd surfing, enquanto a banda proporcionava uma mistura cativante de velocidade e peso.

Os franceses Lecks Inc trouxeram um toque de metal industrial e experimental com elementos eletrônicos. A sua performance cativante em palco levou o público a uma viagem única pelo som distinto da banda.

Os portugueses Glasya ofereceram uma dose de metal sinfónico com uma soprano deslumbrante. O seu repertório, incluindo "From Enemy to Hero" e "Heaven’s Demise", cativou a audiência e revelou a riqueza musical da banda.

Os Gatecreeper, vindos do Arizona, trouxeram o death metal à festa, com intercalações de doom e uma atmosfera assustadora. O público mergulhou em mosh pits e crowd surfing energéticos, enquanto a banda percorria músicas como "Puncture Wounds" e "Desperation".

A entrada dos Seventh Storm no palco foi marcada pelo entusiasmo contagiante, com a interpretação de "Pirate’s Curse" como a primeira música da sua atuação. A habilidade da banda em cativar a audiência manifestou-se quando, de forma astuta, alteraram a letra para "We are Alive Vagos", tornando a experiência única e adaptada ao público presente.

À medida que a performance avançava, músicas como "Haunted Sea" e "Gods of Babylon" expuseram claramente as várias influências que moldam o som característico dos Seventh Storm. O esforço na componente visual também foi evidente, especialmente em "Gods of Babylon", onde o espetáculo em palco complementou a experiência musical.

A atuação prosseguiu com a apresentação de "Inferno Rising" e "Seventh", levando os fãs a uma jornada pela discografia da banda. O clímax foi alcançado com a interpretação da emblemática "Saudade", onde o público se juntou em alegre uníssono para entoar o refrão.

A viagem musical pelos álbuns dos Seventh Storm permitiu aos presentes explorar uma sonoridade notavelmente rica e diversificada. Desde toques góticos até elementos do black metal e passagens pelo rock mais melódico, a banda demonstrou a sua versatilidade e habilidade em criar uma experiência auditiva que ressoou com a diversidade de gostos da sua base de fãs.

A icónica banda portuguesa de punk rock Tara Perdida surpreendeu e uniu públicos de diferentes gerações. Com um frontman carismático, a banda incendiou o palco e levou o público a uma viagem vibrante por clássicos como "Sentimento Ingénuo" e "Batata Frita".

As Nervosa, um quarteto do Brasil, ofereceram um poderoso desempenho de thrash metal, incendiando a multidão com músicas como "Perpetual Chaos" e "Genocidal Command". A vocalista Prika Amaral estabeleceu uma forte conexão com o público, #Caralh#... transmitindo mensagens significativas.

Os cabeças de cartaz, os Ugly Kid Joe, encerraram a noite com um espetáculo de rock. Embora a sua sonoridade divergisse ligeiramente do público predominante do festival, a banda trouxe clássicos como "Everything About You" e uma surpreendente cover de "Ace of Spades" dos Mötorhead, unindo assim metaleiros e rockers.

Infelizmente nesta hora tivemos que partir rumo a Braga, mas podemos dizer que o segundo dia do Vagos Open Air foi uma celebração diversificada do metal e das suas subculturas, unindo fãs e proporcionando uma experiência musical única. O festival continua a demonstrar a sua capacidade de abraçar uma ampla gama de géneros e estilos, atraindo amantes da música de todo o país e além.

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